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22 de Agosto de 2016

O Futuro Será uma Réplica - Participação Portuguesa na 32ª Bienal de São Paulo

De 07 de setembro a 11 de dezembro de 2016 | Consulado Geral de Portugal em São Paulo

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Sob o título Incerteza viva [Live Uncertainty], a 32ª Bienal de São Paulo busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição acontece de 10 de setembro a 12 de dezembro de 2016 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, reunindo aproximadamente 90 artistas e coletivos.

Paralelamente, em parceria com a Fundação Bienal de São Paulo e a equipe curatorial da 32ª Bienal e com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua no Brasil, o Consulado Geral de Portugal em São Paulo irá promover uma série de atividades que consistem em aproximar e aprofundar o público brasileiro na produção dos cinco artistas portugueses selecionados para a edição de 2016.

Durante os meses de setembro a dezembro de 2016, a mostra “O Futuro Será uma Réplica” irá exibir vídeos, promover conversas, conferências, performances, a edição de um livro e uma exposição. Um catálogo sobre o projeto também será realizado e lançado durante a mostra. Todas as atividades irão acontecer no espaço expositivo do Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

Os cinco artistas portugueses selecionados para a Bienal, são: Carla Filipe, Gabriel Abrantes, Grada Kilomba, Lourdes Castro e Priscila Fernandes.

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Serviço

Local: Consulado Geral de Portugal em São Paulo
Endereço: Rua Canadá 324, Jardim América

Data de abertura e fechamento:
Abertura 07 de setembro das 16 h às 20 h para o público
Em cartaz de 08 de setembro a 11 de dezembro de 2016

Dias e horários de funcionamento: De segunda a sábado: das 10 h às 18 h

Transporte público mais próximo/como chegar: Ônibus – local muito próximo ao corredor de ônibus da Avenida 9 de julho

Para mais informações acesse www.consuladoportugalsp.org.br 
Telefone: +55 11 3084-1800

Entrada gratuita

Sobre os artistas

Carla Filipe (Portugal, 1973) – edição e publicação de um livro.

Seu trabalho opera em uma área onde as fronteiras entre a alta cultura e a cultura popular se fundem. Longe do formalismo conveniente que percorre uma parcela significativa da criação contemporânea, ela desenvolveu uma atividade ancorada no desenho, desenvolvendo obras que revisitam o passado de sua família e de Portugal, revelando idiossincrasias políticas e sociais do país. Licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Começou a expor no início dos anos 2000, destacando-se as seguintes exposições: Manifesta8, Fondation d'Enterprise Ricard, Bienal de Jafre, Les Ateliers de Rennes, CGAC, Kunsthalle Lissabon, Istambul Biennial 2013 Edition, Museu Colecção Berardo, “The 12 contemporaries” Museu de Serralves, Art Situations.

Gabriel Abrantes (EUA, 1984) – exibição de vídeos/filmes.

Os filmes de Gabriel Abrantes são focados nas transformações que a globalização impõe sobre a política, a economia e a cultura de países em desenvolvimento, como Angola, Haiti, Sri Lanka e Brasil. Suas narrativas abordam a reconstrução das Histórias ocidentais em territórios não ocidentais, analisando como essas novas identidades impactam os atores anteriormente dominantes. Abrantes estudou na Cooper Union (Nova York, EUA), no Le Fresnoy (Tourcoing, França) e na École National des Beaux Arts (Paris, França). Seu trabalho foi exibido em exposições no MIT List Visual Arts Center (Cambridge, EUA), no Palais de Tokyo (Paris, França), e no Centre Pompidou (Paris, França), entre outros. Seus filmes competiram em festivais como a Bienal de Veneza, a Berlinale, o Locarno International Film Festival e o IndieLisboa. Atualmente, leciona na Haute École d'Art et Design em Genebra, Suíça.

Grada Kilomba (Portugal, 1968) - exibição de vídeo e performance com leitura da obra Plantation Memories.

Com origens nas ilhas São Tomé e Príncipe e Angola, a artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba trabalha com os temas de gênero, raça, trauma e memória.

Lourdes de Castro (Portugal, 1930) – exposição de livros com 26 publicações originais e 7 publicações impressas, entre fac-símiles e catálogos.

Será exibido no espaço expositivo do Consulado um recorte da exposição Todos os livros realizada em 2015 na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A exposição será concebida em parceria com a Fundação e com o curador da mostra, Paulo Pires do Vale.

Uma das mais importantes e renomadas artistas portuguesas vivas, Lourdes Castro já recebeu os seguintes prémios: Medalha do Concelho Regional Salon de Montrouge, Paris, 1995; Prémio CELPA/Vieira da Silva, 2004; Grande Prémio EDP Lisboa, 2000. Está representada em diversas coleções, públicas e privadas, entre as quais: Victoria e Albert Museum, Londres; Museu de Arte Moderna, Havana; Museu de Arte Moderna, Belgrado; Museus Nacionais de Varsóvia, Vroclaw e Lódz; Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;Fundação de Serralves, Porto. Lourdes Castro expôs em 1959, nas bienais de São Paulo e de Paris, e em 1963, no Salon comparaisons [Salão comparações], em Paris. Realizou inúmeras exposições individuais, em 1965, em Munique, em 1966, em Baden-Baden e Paris (Galerie Édouard Loeb), em 1967, em Londres, Amesterdão e Malmö, em 1968, em Basileia e Hanover, em 1969, em Pádua, Milão, Essen, Colónia e Frankfurt. A sua obra foi distinguida em Portugal, em 2000, com o Grande Prémio EDP. Encontra-se retirada na Madeira, desde 1988.

Priscila Fernandes – performance no jardim do Consulado.

A artista irá realizar um grande banquete baseado no mito de Cuckoo-land. Trata-se de um elogio à preguiça, uma comemoração do tempo-livre e lazer e a aceitação dos desejos e vícios reprimidos.

Priscila Fernandes licenciou-se em Pintura no National College of Art and Design, em Dublin, República da Irlanda. Fez o Mestrado em Belas Artes no Piet Zwart Institute, Willem de Kooning Academy da Universidade de Roterdão, Holanda. O seu trabalho apresenta propostas no campo da instalação, pintura e vídeo. Vive atualmente em Roterdão, na Holanda.

Além destas ativações, serão realizados encontros e conversas com os artistas e convidados (curadores, editores, críticos de arte) com o intuito de aprofundar a discussão a respeito da produção destes artistas e das questões por eles abordadas.

Programa (Consulado Geral de Portugal em São Paulo)

5 de setembro: abertura para imprensa da 32a Bienal de São Paulo – Pavilhão da Bienal
6 de setembro: abertura para profissionais da 32a Bienal de São Paulo – Pavilhão da Bienal

7 de setembro (4a feira):

16 h Abertura da exposição de livros de artista de Lourdes Castro
16h30min Performance de Priscila Fernandes
17h30min Lançamento do livro de artista de Carla Filipe + conversa
18 h Exibição de filmes de Gabriel Abrantes
19 h Apresentação do MAAT - Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia da Fundação EDP
19h30min Exibição de filmes de Grada Kilomba

10 de setembro (sábado):

15 h: Conversa com o curador Paulo Pires do Vale e exibição do documentário Pelas Sombras de Catarina Mourão (2010 – 83 minutos)

22 de setembro (quinta- feira):

19 h: exibição de 2a sessão de filmes de Gabriel Abrantes
+
conversa – equipe Bienal – a confirmar

13 de outubro (quinta-feira):

19 h: exibição de 3a sessão de filmes Gabriel Abrantes

24 de novembro (quinta-feira):

19 h: exibição do documentário Pelas Sombras de Catarina Mourão (2010 – 83 minutos)

8 de dezembro (quinta-feira):

19 h: exibição de 4a sessão de filmes Gabriel Abrantes

 

 
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